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Comissão EXTRAORDINÁRIA! de Direitos Humanos e Minorias foi um sucesso

Comissão EXTRAORDINÁRIA! de Direitos Humanos e Minorias foi um sucesso

maio 10
12:48 2013

Cotidiano –

Evento reuniu mais de 500 pessoas na Praça Rosa e mudou o eixo do debate sobre Feliciano

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Da Redação

Com uma agenda positiva e corajosa, a Comissão EXTRAORDINÁRIA! de Direitos Humanos e Minorias levou ontem mais de 500 pessoas para a rebatizada Praça Rosa (antiga Praça Roosevelt), no Centro de São Paulo, num ato que venceu o bloqueio atualmente imposto à pauta de direitos humanos em Brasília, dando voz a todos os cidadãos que quiseram fazer uso da palavra em defesa de seus direitos.

A Comissão EXTRAORDINÁRIA! – lançada pela Conectas, Existe Amor em SP, Pedra no Sapato e o cartunista Laerte Coutinho – iniciou seu trabalho pouco depois das 19h, com as boas vindas dadas por Laerte, chamado de “presidente da mesa” por vários dos presentes, embora ele mesmo tenha frisado seu papel de facilitador da dinâmica.

Laerte ressaltou o caráter plural e democrático da Comissão, antes de compor a mesa com o deputado federal Jean Wyllys (Psol); o jornalista e coordenador de Comunicação da Conectas, João Paulo Charleaux; o também jornalista e membro do Coletivo Existe Amor em SP, Bruno Torturra; o representante da ONG ABCD’s, Marcelo Gil; o representante do Movimento Negro Unificado (MNU), Milton Barbosa; e Isany Kalapalo, do Movimento Indígena em Ação.

Em seguida, Laerte abriu o microfone para o ex-ministro da Justiça e ex-secretário municipal de Direitos Humanos, José Gregori. “Estou inteiramente solidário ao que aqui for discutido e sonhado. Tudo em direitos humanos que não signifique conformismo, comodismo e inação tem consequências”, disse Gregori.

Em seguida, foi a vez do deputado federal Ivan Valente (Psol), que alertou para um “retrocesso na agenda de direitos humanos”.

Direitos2O secretário municipal de Direitos Humanos, Rogério Sottili, também discursou em apoio à Comissão EXTRAORDINÁRIA!, seguido do vereador Nabil Bonduki (PT).

O deputado Wyllys falou do atual bloqueio à pauta dos direitos humanos pelo deputado Marco Feliciano (PSC), atual presidente da comissão, e das alternativas que políticos e demais cidadãos precisam construir. “Fizemos uma frente parlamentar de oposição a Feliciano que tem 178 deputados inscritos. Se o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias tem dado declarações racistas, homofóbicas e sexistas, cabe à sociedade apresentar um outro modelo”.

Conectas

Conectas apresentou um panorama das violações de direitos humanos cometidas no sistema prisional, onde mais de 500 mil pessoas se encontram privadas de liberdade, número que cresceu cinco vezes desde 1990, revelando um populismo penal que faz do encarceramento em massa a promessa de solução fácil para problemas complexos. Charleaux disse que 36% dos presos no Brasil são provisórios, alguns dos quais aguardam 6 meses para ter uma primeira audiência com um juiz, embora a lei estipule o prazo máximo de 120 dias. As punições para mulheres que têm relação afetiva nos presídios femininos também foi denunciada, assim como os partos de mulheres algemadas, as revistas vexatórias impostas a familiares e os casos de tortura e maus tratos vividos por uma população oculta e subrepresentada nos debates tradicionais de direitos humanos.

Torturra, do Existe Amor em SP, lembrou o histórico de participação e ocupação pública da Praça Rosa e refletiu sobre como a adoção da lógica de que a sociedade é formada por várias minorias acaba dividindo as pessoas e enfraquecendo a noção de que todos pertencem ao mesmo grande grupo que deve ter seus direitos respeitados.

DireitosEm sequência, os membros da mesa expuseram temas ligados aos LGBTs, negros e indígenas. Todos os presentes na praça puderam se inscrever e falar no microfone. Alguns se manifestaram sobre a questão das drogas e das internações compulsórias, enquanto outros falaram sobre os direitos dos idosos, das religiões de matriz africana, dos moradores de rua etc.

O evento se estendeu até quase 22 horas. Wyllys lançou a proposta de que a Comissão seja replicada pelo Brasil.

Fonte: Conectas – Direitos Humanos

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