O Expresso Regional

Cuidado com a realeza política

Cuidado com a realeza política

Cuidado com a realeza política
outubro 03
16:49 2013

Por Tuca Fumagalli

De um modo geral, na cultura da política brasileira, as urgentes políticas públicas ficam em segundo plano. A razão pode estar na eleição dos mesmos, fazendo com que a coisa pública não ganhe um novo administrador, e sim, volte a ter um dono, senhor e majestade, que juntamente com sua “corte” (eleitos e protegidos), dividirá as vantagens e benesses do poder. Para esse tipo de político, o que menos importa, são os interesses dos cidadãos do País, Estado ou Município.

Exemplos nos mostram que, depois de eleitos, alguns personagens sofrem uma espécie de “síndrome da realeza”, com direito à “corte” e  veneração pelos súditos. Neste conveniente modelo de “corte” política do Brasil, encontramos aqueles que temporária, ou perpetuamente vivem de sugar os recursos públicos até a última gota, nada deixando, do que deveria ser destinado à população.

Não há como fugir, pois, as “cortes” políticas brasileiras podem estar organizadas e presentes nas três esferas do poder, seja Federal, Estadual ou Municipal. No geral, a cultura presente na política brasileira privilegia grupos que se locupletam, deixam as políticas públicas de lado, e “esquecem” de seus discursos eleitoreiros de campanha.

Durante o “reinado” de uma “corte” ou grupo, alguns inventam de tudo, desde projetos “pra boi dormir”, até orçamentos fraudulentos e empresas fantasmas. Fingem iniciar obras, gastam “zilhões”, superfaturam até mesmo o cafezinho servido em seus gabinetes. E, quando entregam uma obra que, quase sempre despenca a curto prazo, tudo é abandonado, apodrece. O pessoal da “corte”? Estes continuam bem, obrigado, que o diga o gerente de suas contas bancárias.

Não é preciso os serviços de um adivinho da “corte” para se prever que, se a população insistir em eleger esse tipo de “realeza” política no Brasil, estaremos todos, condenados a não ter futuro.

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