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Delações que ainda estão sob sigilo contém citações a Lula, Antonio Palocci e Eduardo Cunha

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Delações que ainda estão sob sigilo contém citações a Lula, Antonio Palocci e Eduardo Cunha

Delações que ainda estão sob sigilo contém citações a Lula, Antonio Palocci e Eduardo Cunha
abril 20
08:56 2017

“O Estado de São Paulo” após ter acesso a decisões do relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, informou na terça-feira, 18, que uma parte dos documentos relacionados à delação dos executivos da Odebrecht que ainda está sob sigilo contém citações ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao ex-ministro que está preso, Antonio Palocci, e ao ex-presidente da Câmara que também se encontra encarcerado, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Os documentos revelados pelo jornal mostram as atuações do setor de propina da Odebrecht no exterior. Há delações com relatos de pagamentos no Peru, México, Equador, Venezuela, Cuba e Angola.

Os delatores mencionaram pagamento de R$ 114,5 milhões em propina na obra do metrô de Caracas, na Venezuela. No Equador, a construção da hidrelétrica Toachi-Pilatón teve, segundo os delatores, propina de R$ 3,1 milhões.

Confira os casos envolvendo a Odebrecht em propinas e financiamento de campanhas eleitorais no exterior e cujas investigações ainda estão sob sigilo:

Pagamento de US$ 5 milhões a Emilio Lozoya, em 2014, quando ele presidia a Pemex, empresa petrolífera mexicana. Teria sido contrapartida a vantagens indevidas para a Odebrecht.

Pagamento de US$ 20 milhões a um ministro do governo angolano não identificado. O pagamento teria se dado por meio de um banco de Dubai.

Contratação de empresa de sobrinho de Lula para atuação em Angola, mesmo sem experiência, para atender a suposto pedido do ex-presidente.

Pagamento de R$ 5,3 milhões para o marqueteiro João Santana por atuação na campanha presidencial de El Salvador. Os pagamentos teriam sido feitos a pedido de do ex-ministro Antonio Palocci.

Pagamento ilícito de US$ 35 milhões à empresa Creswll Overseas S/A relativos à obra do metrô de Caracas.

Pagamento de US$ 1 milhão para funcionário do Ministério de Energia do Equador relativo à obra da Hidrelétrica de Toachi Pilatón.

Pagamento de US$ 3 milhões em caixa 2 para o candidato a presidente do Peru Ollanta Humala.

Pagamentos a funcionários públicos argentinos relativos a projetos na área de transporte de gás naquele país.

De acordo com a publicação do “O Estado de São Paulo”, há relatos de pagamento de vantagens indevidas em nove campanhas eleitorais, em um total de R$ 17,43 milhões.

Nas delações, os executivos da Odebrecht falaram sobre doações de campanha no exterior negociadas pelo ex-ministro Antonio Palocci (PT).

Ele teria pedido R$ 9,3 milhões para o candidato à Presidência do Peru, Ollanta Humala, e R$ 5,3 milhões para o marqueteiro João Santana, pela campanha de Mauricio Funes à presidência de El Salvador.

Os delatores relatam ainda o pagamento indevido de R$ 15,5 milhões para Emilio Lozoya, ex-presidente da Pemex, a estatal de petróleo do México, e de R$ 62 milhões para um ministro angolano não identificado.

No caso de Angola, outra petição diz respeito à suposta atuação de Lula para favorecer a empresa do sobrinho dele Taiguara Rodrigues dos Santos.

Segundo delatores, a empresa Exergia teria sido contratada pela Odebrecht, apesar de não ter experiência no ramo.

O contrato previa a prestação de serviços entre 2011 e 2014, quando Lula já havia deixado a Presidência.

As informações e documentos referentes a essa delação serão encaminhados à Justiça Federal do Paraná, a pedido da Procuradoria Geral da República, porque fatos semelhantes já eram apurados anteriormente.

Delatores também contam que Lula e o hoje governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), atuaram para viabilizar as obras da Odebrecht no Porto de Mariel, em Cuba.

O ex-presidente Lula nega as acusações. A assessoria do petista diz que ele vem sendo acusado sem provas.
A defesa do ex-ministro Antonio Palocci informou que ele deverá falar em juízo nas próximas 24 horas, “ocasião em que fornecerá as explicações necessárias para sua defesa”.

Fonte: G1

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