Something went wrong with the connection!

O Expresso Regional

Dengue na Região Metropolinana da Baixada Santista

Dengue na Região Metropolinana da Baixada Santista

fevereiro 04
21:58 2013

ER

Por  Dr. Antonio Abude

Calor e muita chuva é o cenário ideal para a reprodução do Aedes Dr. Antonio Abude aegyty, o mosquito que transmite a Dengue. Estamos em um momento crucial para o controle da doença. O período de pico das epidemias que temos enfrentado em toda a Região Metropolitana da Baixada Santista ocorre próximo de março, ou seja, após o período de maior calor e umidade.

Quero levantar aqui uma questão de muita importância no controle da Dengue, a regionalidade. Sabemos tecnicamente que é uma doença endêmica na região. Porém a Dengue mais do qualquer uma deve ser tratada de uma forma regional no que diz respeito a sua prevenção.

Cabe ressaltar aqui que a transmissão da Dengue é extremamente dependente da circulação das pessoas e a presença do mosquito, que é o transmissor. A fórmula para a ocorrência de epidemia é muito simples. A transmissão ocorre na presença de dois fatores determinantes, a presença do mosquito e a presença do vírus em pessoas infectadas. É notório que a cada dia, mais e mais pessoas circulam pelas cidades da RMBS. Isso significa que é preciso um trabalho ordenado e norteado por um único programa, e é aí que entra o Estado e a SUCEN (Superintendência de Controle de Endemias) coordenando e subsidiando o PMCD (Programa Municipal de Controle da Dengue) em cada município.

Assim a grande preocupação é que cada município faça sua lição de casa corretamente e com responsabilidade, pois um descuido pode atrapalhar toda a vizinhança (no caso, as outras cidades da região).

As equipes passam por treinamentos com técnicos experientes da SUCEN, do Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) entre outros. Cabe ao município a manutenção destas equipes, o fornecimento de estrutura para o desenvolvimento dos trabalhos, além da interface com outros setores tanto do poder público, (Vigilância Sanitária, Ministério Público) como da Sociedade Civil Organizada (Associação Comercial, Associação de Engenheiros, etc) até a criação do Comitê Municipal de Controle da Dengue.

É preciso que haja um sincronismo nas ações para que todos os municípios  sejam beneficiados. Da mesma forma que o vizinho que não cuida do seu espaço (quintal) prejudica quem mora ao lado, o município que deixa de cumprir sua parte no programa, prejudica quem está ao lado.

Em todas as oportunidades eu faço um apelo para que as pessoas cuidem dos seus terrenos, quintais, piscinas e digo como no slogan da campanha que: “Dengue é um dever de todos”. Pois hoje meu apelo vai diretamente aos governantes, para que cada um cumpra sua parte no Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD), norteado por estudos, pesquisas e dados concretos, pois é certo que não existe milagre e nem solução mirabolante para a questão da Dengue. Vamos cuidar da nossa região, afinal quem ama cuida.

Artigos relacionados

0 Comments

Sem comentários

Nenhum comentário até agora. Quer começar?

Comentar

Comentar

Your email address will not be published.
Required fields are marked *

Aperte o play para a melhor, rádio NOVA TUPI!

Curta nossa página no Face

Portal de Notícias ER

O Expresso Regional Baixada Santista

Participe do ER

Envie notícia

O Expresso Regional Vale do Ribeira