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Dois diferentes lados do Turismo

Dois diferentes lados do Turismo

junho 13
22:35 2013

Turismo –

ER

Por *Geraldo Ivan Oliveira da Cruz  

Entendemos que é salutar a criação de estratégias e políticas que visem o desenvolvimento socioeconômico dos municípios brasileiros, vítimas da síndrome do desemprego e da baixa incidência de investimentos públicos e privados. Porém, o que não se estabelece é o ufanismo de representantes políticos que sem conhecer os princípios básicos que regem o planejamento e organização da atividade, buscam no turismo fórmulas mágicas para solucionarem os problemas econômicos e sociais que os municípios enfrentam.

No Brasil não são muitos os administradores públicos que dão a devida importância à valorização e potencialização dos ambientes naturais e construídos, sem os quais o turismo dificilmente se reverteria em atividade geradora de divisas para os cofres públicos, lucros para os empresários e empregos e rendas para as comunidades autóctones.

Para fazer com que os atrativos se tornem produtos turísticos em condições de atender aos anseios dos visitantes e se reverterem em geração de resultados positivos, precisa se criar a cultura de que o turismo é uma atividade altamente rentável, desde que seja desenvolvida de forma planejada com a participação harmônica e sinérgica entre poder público, empresários e a comunidade, tendo na figura do Conselho Municipal de Turismo COMTUR o organismo com autoridade e eficácia para gerir os interesses e indicações dos três segmentos envolvidos.

Dentre as pautas de discussões a serem trabalhadas no turismo, tem uma premissa que sugere: antes do município ser bom para o visitante, primeiro ele deverá atender aos anseios e necessidades dos cidadãos que nele vivem o dia a dia. O sucesso da atividade turística passa pelos incentivos e comprometimentos dos governos federal, estaduais e municipais, que devem dotar as cidades de infraestruturas básicas para suportar o aquecimento das demandas; passa também pela visão e interesse dos empresários de investirem em empreendimentos, focados nas oportunidades de negócios que o segmento oferece; e pela receptividade e cordialidade bem vinda em qualquer relacionamento que se preze.

Outro aspecto a ser considerado é que, não se pode trabalhar a atividade turística com amadorismo que paira sobre muitos núcleos receptivos emergentes. Cidades que não se planejam para desenvolver o turismo receptivo têm assassinado as oportunidades de se destacarem, como quem mata a galinha dos ovos de ouro, a procura do retorno inconsequente a qualquer custo. Turismo não é sinônimo de atrativos isoladamente posicionados a espera de visitantes; o que tem verdadeiramente consistência de mercado é a apresentação de produtos e serviços diferenciados interagindo entre si, gerando lucratividade e com capacidade para atrair e encantar aos turistas.

No entanto, viajando por esse Brasil continental, ainda muito se vê uma série interminável de componentes hostis e em desarmonia, que como erva daninha permeia a atividade turística, impedindo o desenvolvimento e afugentando o turista do suposto paraíso que lhe oferecem. Apresentam o turismo pelo avesso, permitindo o crescimento da criminalidade; evidenciando a falta de capacitação profissional; expondo o despreparo de prestadores de serviços e comerciantes somíticos; confidenciando a inexistência de políticas de incentivos para o setor; transparecendo a expectativa de retorno imediato e a descortesia no trato com os turistas; ignorando as potencialidades do trabalho em parceria; degradando o meio ambiente e ignorando os seus efeitos perniciosos; convivendo com a inexistência de pesquisas e estudos de viabilidade socioeconômica e pela forma inadequada de divulgação e marketing que não consegue atingir a demanda a ser estimulada.

Conhecendo os dois diferentes lados do turismo, fica mais fácil explorar esse excelente nicho de mercado, colhendo os bons frutos dessa atividade socioeconômica de amoedo lúdico. Evitando agir sobre o plano incorreto, se faz necessário que sejamos coerentes, sensíveis, articulados, realistas e profissionais, trabalhando o turismo com eficácia e sabendo distinguir na sua essência o que é direito e não praticando o que é avesso!

 

* Geraldo Ivan Oliveira da Cruz            E-mail: ivanunopar.dno@hotmail.com

Turismólogo           Mestre em administração e educação ambiental

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