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Ex-ministro Paulo Bernardo, marido da senadora petista Gleisi Hoffmann, é preso pela Polícia Federal

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Ex-ministro Paulo Bernardo, marido da senadora petista Gleisi Hoffmann, é preso pela Polícia Federal

Ex-ministro Paulo Bernardo, marido da senadora petista Gleisi Hoffmann, é preso pela Polícia Federal
junho 23
08:54 2016

A ação faz parte de um desdobramento da Operação Lava Jato denominada de Custo Brasil.

Da Abr-

O ex-ministro ministro do Planejamento do governo Lula e das Comunicações no primeiro governo Dilma, foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira (23), em Brasília. Ele é marido da senadora petista Gleisi Hoffmann.

A prisão faz parte de um desdobramento da Operação Lava Jato denominada de Custo Brasil. A Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Receita Federal apuram o pagamento de propina, proveniente de contratos de prestação de serviços de informática, na ordem de R$ 100 milhões, entre os anos de 2010 e 2015.

Estão sendo cumpridos 11 mandados de prisão preventiva, 40 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de condução coercitiva nos estados de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Distrito Federal, todos expedidos, a pedido da PF, pela 6ª Vara Criminal Federal em São Paulo.

Há indícios de que o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – MPOG direcionou a contratação de uma empresa de prestação de serviços de tecnologia e informática para a gestão do crédito consignado na folha de pagamento de funcionários públicos federais com bancos privados. Cerca de 70% dos valores recebidos por essa empresa eram repassados a pessoas ligadas a funcionários públicos ou agentes públicos com influência no MPOG por meio de outros contratos – fictícios ou simulados.

O inquérito policial foi instaurado em dezembro de 2015, após a decisão do Supremo Tribunal Federal para que a documentação arrecadada na 18ª fase da Operação Lava Jato, conhecida como Pixuleco 2, fosse encaminhada para investigação em São Paulo.

Os investigados responderão, de acordo com suas ações, pelos crimes de tráfico de influência, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas de 2 a 12 anos de prisão.

Os presos e o material apreendido serão encaminhados à sede da Polícia Federal em São Paulo.

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Tuca

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