O Expresso Regional

Itanhaém (SP): Dia Internacional da Pessoa com Síndrome de Down será celebrado na próxima quinta-feira (21)

Itanhaém (SP): Dia Internacional da Pessoa com Síndrome de Down será celebrado na próxima quinta-feira (21)

Itanhaém (SP): Dia Internacional da Pessoa com Síndrome de Down será celebrado na próxima quinta-feira (21)
março 18
21:37 2013

Projeto Lugar ao Sol de Itanhaém é referência para inclusão de crianças com Síndrome de Down.

 ER

Da Reportagem

Os papéis se invertem, e os alunos com Síndrome de Down são os verdadeiros doutores da disciplina ensinando que para ser feliz não há limites. (Foto: Divulgação)

Os papéis se invertem, e os alunos com Síndrome de Down são os verdadeiros doutores da disciplina ensinando que para ser feliz não há limites. (Foto: Divulgação)

Sorrisos inocentes iluminam as faces dos professores e alunos refletidas numa mesma imagem. As atividades esportivas e culturais do Projeto Lugar ao Sol, que atende crianças com deficiência, em Itanhaém, atraem olhares de pessoas de outras cidades e comprovam que é possível promover a inclusão. Em 21 de março, quando se comemora o Dia Internacional da Pessoa com Síndrome de Down, os estudantes são protagonistas de grandes histórias de superação.

A advogada Marisa Glowasky, é mãe da aluna Marina Glowasky Tanaka, de 12 anos, que possui a Síndrome de Down. Há algumas semanas, a família saiu de Porto Velho, em Rondônia, e fixou residência na Cidade após ver na internet uma reportagem sobre a realidade do Município de oferecer a educação inclusiva nas escolas e projetos educacionais atuantes no contraturno escolar.

“Descobri que a Cidade oferecia educação inclusiva e um projeto educacional no contraturno. Logo vim me certificar se os serviços disponíveis no Município eram realmente verdadeiros. Tive uma surpresa maravilhosa e, ao conhecer os funcionários do projeto e da escola onde a minha filha iria estudar, fiquei encantada”, explica Marisa.

Hoje, a pequena Marina cursa o 4º ano da Escola Municipal Leonor de Mendes Barros II. Quando não está na unidade, o Lugar ao Sol é o seu mais novo ambiente de aprendizagem e interação social. No local, ela encontra professores e se aventura nas principais modalidades disponíveis no espaço, como as aulas de vôlei, basquete, handebol, voleibol, bocha, artesanato, dança e ginástica.

A distância até Itanhaém foi longa. De Porto Velho, a família viajou 3.100 km até chegar à Cidade. O objetivo é buscar um ambiente novo para recomeçar. E nesses casos, o amor sobrepõe todas e quaisquer dificuldades encontradas ao longo do caminho.

A mãe diz que a filha foi muito bem recebida pelos funcionários, professores da unidade escolar e o projeto educacional. “O difícil agora é sair do Lugar ao Sol. Todos os dias ela quer ir ao projeto”, comenta Marisa, que se alegra ao relatar a experiência vivenciada pela filha.

Seu medo era que a menina não se adaptasse ao ambiente, mas assim que puseram os pés no espaço o sonho se tornou realidade. “Antes de chegar a Itanhaém ela era introvertida e estava com sérios problemas emocionais. Hoje a Marina está feliz e segura, por isso tenho certeza que permaneceremos aqui por muitos anos”, conclui Marisa, emocionada.

Alunos mostram que não há limites para ser feliz

Os papéis se invertem, e os alunos com Síndrome de Down são os verdadeiros doutores da disciplina ensinando que para ser feliz não há limites. Nessa modalidade, professores e alunos compartilham abraçados as mesmas experiências. “Vivemos uma troca, eles me ensinam a enxergar o mundo com outros olhos e eu os ensino a técnica do artesanato. Todos os dias aprendo algo novo com eles. É um prazer tê-los por perto”, conta a professora de artes, Walkiria Rosana de Assis.

Há 24 anos como professora da rede estadual, esta é a primeira experiência com crianças com deficiência. O contato com os alunos despertou na docente o interesse por novos cursos. “Quero saber mais, aprender a deficiência de cada estudante. O legal é que quando chego à porta do projeto a primeira coisa que eles fazem é abrir os braços para me receber. Esta sensação é inexplicável e é emocionante o carinho que eles sentem pela gente”.

Atualmente, o projeto atende 149 alunos matriculados na rede municipal de ensino. Uma equipe composta por professores de educação física, educação artística, instrutor educacional e cultural, estagiários, inspetores, auxiliar e oficial escolar está por trás do trabalho realizado aos alunos. Isso sem contar com o acompanhamento da equipe multidisciplinar formado por assistente social, fisioterapeuta, fonoaudióloga e psicóloga.

“A inclusão dos alunos com Síndrome de Down já é realidade há muito tempo. Mas desta vez quem está tendo a oportunidade de aprender como esses alunos são os nossos professores e equipe. Eles nos possibilitam a promoção de um relacionamento efetivo entre estudantes e docentes, dando sentido especial à educação, que consiste em amor e respeitar uns aos outros”, finaliza a coordenadora do Lugar ao Sol, Cristiane Cida Marinho Pinto.

Artigos relacionados

0 Comments

Sem comentários

Nenhum comentário até agora. Quer começar?

Comentar

Comentar

Your email address will not be published.
Required fields are marked *