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O resgate dos cães beagles

O resgate dos cães beagles

outubro 21
20:48 2013

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Por Tuca Fumagalli

O Instituto Royal, acusado de torturar animais, limitou-se a distribuir um comunicado à imprensa, após o resgate dos cães beagles, alegando estar operando de forma legal no Brasil. Que eu me lembre, ninguém questionou a legalidade do tal laboratório, mas, os métodos empregados por ele, em suas “experiências” com os pobres animais.

Em nome da milionária indústria de cosméticos, os maus-tratos a animais podem até ser legais no Brasil, mas, são absurdamente imorais.  Sabemos que os laboratórios, em sua maioria, testam ingredientes de produtos, que não tem exatamente a finalidade do benefício humano, e sim, do consumo banal.

Enquanto países de primeiro mundo criminalizam os testes que podem ocasionar a morte ou submeter animais a qualquer desconforto, no Brasil, somos regidos ainda, por leis contraditórias e ultrapassadas, sob o olhar complacente de um Legislativo descomprometido com o bom senso.

Interessante observar um conflito existente, entre pelo menos duas interpretações legais: o Instituto declara estar coberto por lei que lhe garante o direito de usar animais como cobaias em seu laboratório, contrariando a nossa Constituição que prevê pena de prisão para os que maltratam animais silvestres ou domésticos.

Apesar do Instituto Royal insistir com o desmentido das denúncias, sua diretoria não aceitou que uma comissão visitasse suas instalações laboratoriais, dias antes do resgate aos cães Beagles. De acordo com a OAB, não há dúvidas que os cães retirados do Instituto sofreram maus-tratos.

Segundo ativistas, as denúncias contra a Royal partiram, inicialmente, dos próprios funcionários da empresa que, inclusive, costumam receber acompanhamento psicológico. Agora, se existe a necessidade desse tipo de acompanhamento para os que ali trabalham, alguma coisa não está muito bem esclarecida e, precisa ser melhor investigada.

A falta de transparência da empresa, deu no que deu: representantes dos direitos dos animais, ativistas, artistas e população, após tentativas de diálogo, realizaram uma ação de socorro, resgatando cães beagles, coelhos e outros animais, que se encontravam reféns do Instituto.

Ao meu ver, antes de ser considerado como um furto qualificado, a ação do resgate dos Beagles, deveria ser reconhecida como um ato nobre de solidariedade humana, aos animais indefesos que ali estavam.

Vamos em frente…

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