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Prefeitura celebra Dia do Caiçara com tombamento municipal da Cataia e do Fandango

Prefeitura celebra Dia do Caiçara com tombamento municipal da Cataia e do Fandango

Prefeitura celebra Dia do Caiçara com tombamento municipal da Cataia e do Fandango
março 14
09:29 2013

Cultura – A iniciativa de tombar o Fandango e a Cataia surgiu por meio de uma parceria entre o Departamento Municipal de Cultura e o SENAI.

ER

Da Reportagem

Caiçara e o Fandango. (Foto: Divulgação)

Caiçara e o Fandango. (Foto: Divulgação)

Para homenagear as raízes caiçaras, sem perder sua essência e preservar a cultura da Cidade, o Governo Municipal de Cananeia, Vale do Ribeira (SP), por meio do Departamento de Cultura, preparou uma programação especial para comemorar o Dia do Caiçara, celebrado no dia 15 de março. A partir das 19h30, na Praça Theodolina Gomes, serão realizadas apresentações de capoeira, fandango e dança de coco.

O ponto principal da comemoração será o anúncio do tombamento de duas formas importantes da cultura cananeiense: o Fandango Caiçara e a Cataia. Desta forma, esses dois elementos culturais serão devidamente preservados pelo Município. “Tivemos esta inédita iniciativa de tombarmos ‘bens imateriais’ com o objetivo de conservarmos essas duas expressões culturais importantes para Cananeia”, explicou a Diretora municipal de Cultura, Maria Rita Basso.

TOMBAMENTO – A iniciativa de tombar o Fandango e a Cataia surgiu por meio de uma parceria entre o Departamento Municipal de Cultura e o SENAI – Gaspár Ricardo Junior, através da elaboração de projetos com os alunos do curso de Agente Difusores de Patrimônio Cultural.

Durante a capacitação, os agentes viram que é possível tombar ‘bens imateriais’, que não sejam necessariamente edificações históricas. A Bibliotecária, Alaide Pereira Santos Faraci, que participou do curso de capacitação, falou sobre processo de tombamento do patrimônio. “O curso possibilitou que tenhamos uma visão ampla sobre a preservação de qualquer patrimônio, seja: material, ou até mesmo, imaterial. Colocamos em prática o que aprendemos justamente para que possamos contribuir com a conservação da nossa cultura”.

No caso do Fandango Caiçara, esta expressão representa a cultura por meio da música, coreografia e poesia, alternadas entre dança de roda e sapateados. Já tombado em nível federal pelo IPHAN (Instituo do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), o Fandango agora se torna o primeiro bem imaterial tombado por um município entre a região estuarina lagunar que compreende os municípios de Iguape e Cananeia, no litoral paulista, e Guaraqueçaba, Paranaguá e Morretes, no estado do Paraná. A proposta tem a intenção de proteger esta tradição de valor afetivo para a população, e que com o seu tombamento tenha a forma mais legítima de preservação.

Já a Cataia, pertencente à família da espécie Myrtaceae, e muito conhecida no Vale do Ribeira, está completamente inserida no contexto cultural das comunidades caiçaras, não só pelo seu grande valor medicinal, mas principalmente, quando se trata de cultura, o respeito que os mais antigos têm por ela, pois nunca era utilizada como lenha pelos moradores, exatamente por ser útil á população tanto como remédio, alimento e condimentos diversos.

Por toda esta importância social, inserida no contexto cultural, o processo de tombamento da Cataia se faz mais do que necessário. Até hoje, a planta é usada popularmente como remédio caseiro. Na forma de chá, a Cataia é indicada para combater gripe, resfriado e fadiga. Como descongestionante é possível fazer inalações e na solução alcoólica é utilizada para massagem muscular.

Segundo relatos de integrantes de famílias tradicionais de Cananéia, era costume da população mais antiga da Cidade reunir todos da casa para tomar o lanche da tarde com chá de Cataia, acompanhado de biscoitos, cuscuz e biju. Como opção, algumas pessoas gostavam de misturar o chá quente com a farinha de mandioca, produzida por eles, resultando em um mingau saboroso.

Outro ponto importante que fortalece ainda mais este processo de tombamento e considerado fundamental para preservação é a importância desta planta para a população caiçara.  De acordo com relatos, a Cataia serviu também para fazer canoa, pilão, gamela, artesanato e outros utensílios usados para os moradores dos sítios.

Mesmo em suas diversas formas de utilização, a Cataia é atualmente conhecida apenas como ingrediente para fabricação de licores e outras bebidas alcoólicas, o que pode vir a acarretar em uma exploração desordenada, o que fatalmente levaria a sua extinção.

O processo de tombamento do Fandango Caiçara foi elaborado agentes difusores de patrimônio cultural: Edina aparecida Alves e Nilton Alves Gaia. Já o tombamento da Cataia contou com a participação dos agentes difusores de patrimônio cultural: Alaide Pereira Santos Faraci, Jaqueline Martins de Oliveira, Maria Aparecida Rangel, Selma Scharmann e Vera Silva Camargo.

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1 comentário

  1. Laura Primoda Hora
    Laura Primoda Hora março 15, 09:42

    Bom seria se com o tombamento houvesse o incentivo pra se plantar a cataia.

    Responder esse comentário

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